Em diversas ocasiões, ao longo do meu primeiro mandato e também neste atual, venho reiterando a importância e a necessidade de nós, maçons, termos uma atuação mais presente junto às esferas do poder público, com o intuito de influenciar e auxiliar as decisões que irão proporcionar à sociedade a possibilidade de trabalhar pelo progresso, pela prosperidade, pela dignidade, com o suporte de políticas públicas eficazes nas áreas de segurança, saúde e educação, transformando a vida das pessoas para melhor.
Geralmente, gostamos de afirmar que o maçom é um construtor social. E é verdade, e essa construção se inicia em nós mesmos, desbastando nossas arestas, nossas vicissitudes, pautados pelos valores morais e os ideais com os quais nos conectamos frequentando as oficinas da nossa Sublime Ordem. Porém, os ensinamentos dos templos precisam, também, transmutar a realidade fora deles, devem ter efeito na sociedade, na família, no trabalho.
Por isso, quando falo da importância da nossa presença junto ao poder público, junto à classe política, não quer dizer que devemos ser, necessariamente, candidatos a cargos eletivos, porque nem todos temos a vocação para esse tipo de função. Podemos exercer essa influência atuando de maneiras diferentes. Na foto abaixo, constam três irmãos ao meu lado, e eles são exemplos claros de que é possível ajudar a sociedade sem ter cargo eletivo, mas trabalhando no campo político.
O irmão Andrea Alberto Ceresa, nosso Grande Secretário das Relações Institucionais, obreiro da Loja Arautos da Natureza, 695, é executivo de estrutura de campanhas políticas. O irmão Felipe Farah, membro do quadro da Loja 21 de abril, 141, trabalha como assessor especial parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), e através da função dele temos acesso àquela casa de leis. E o irmão João Marcos dos Santos Santana, da Loja Arnaldo Alexandre Pereira, 636, é auditor interno, concursado, e exerce seu cargo na Controladoria Geral da Alesp.
Obviamente, existem diversos outros irmãos nessa mesma condição, capazes de franquear a entrada dos nossos valores em vários segmentos da sociedade. Talvez, a Maçonaria não tenha mais as figuras excelsas de outrora, mas continua contando com valorosos irmãos em suas Colunas, cuja capacidade de trabalhar para tornar feliz a humanidade se espalha com capilaridade, chegando aonde se faz necessário. E é assim que a Maçonaria deve seguir atuando. Muitas vezes, nem sequer é notada, mas, certamente, sempre deixando suas marcas na história da humanidade.

